domingo, 26 de setembro de 2010

As vezes sinto vontade de nada. Como se nada mais importasse...
Deito na minha cama e fico olhando o teto, sem nada sentir, nada pensar, sem absolutamente nada.
Sinto que poderia passar dias assim, deitada observando a morbidez sólida do meu teto de madeira.
E parece que o mundo pára, e respirar não é mais necessário, tão pouco falar, ou sorrir...
Queria que o tempo não existisse, e que não se pudesse contar as mágoas, as lágrimas, as dores.
Queria que não houvesse passado nem futuro, para não lembrar nem sofrer de antecipação.
As vezes o único consolo de se viver aqui é o de que um dia, felizmente, iremos morrer.