Ja notaram como nunca parecemos plenamente felizes e satisfeitos com o que nos é permitido ter nesta terra?
Vejam bem, numa época de minha vida eu fazia filosofia, não trabalhava, ou seja sem dinheiro sem bens de consumo, mal tinha dinheiro p ir p faculdade, mas era sim, plenamente feliz, até quando minha mãe resolveu que "era hora de atormentar a santa paz de espírito da Giovanna" e, resumindo, eu acabei indo fazer direito, e ja tinha um emprego logo no primeiro mes da faculdade, e ja acordava as seis da manha p ganhar uma merreca, mas, naquela época, eu ainda adorada, gostava do lugar, gostava da faculdade, e, olha que inacreditável, eu até gostava das pessoas! E, como sempre acontece, minhas contas ficaram maiores que meu salario, então precisei arranjar outro emprego, e desde então tudo é, me matar p não pegar dp, me patar p conseguir um eprego melhor, me matar no emprego novo, resumindo, me matar para matar minha eterna insatisfação com as coisas que tenho.
E, sinceramente, depois de três anos, ficou bem cansativo. Dizem: essa é a época em que vc tem q se esforçar, depois vem a bonança. No fim das contas, eu não quero dinheiro, não quero popularidade, não quero festas, nem altas bebedeiras, eu só quero que as pessoas que eu amo estejam por perto, que eu possa tomar um pouco de sol todos os dias, quero um beijo gostoso sem a pressa das provas ou a bronca das brigas nem a preocupação do desemprego.
Claro, como vivemos neste mundo, precisamos trabalhar, mas nos matar por isso pra que? Há tanta vida que se viver. Há tanto amor que se amar. Parece mas acho mesmo que a vida não seja tão demorada a fim de termos tanto tempo para fazer o que realmente importa.