Sinto que ja não tenho forças para lutar.
Noto, triste, quando abro a boca para dizer algo e no ultimo segundo desisto e me calo.
Não ha vontade, de minha parte, na maior parte das coisas que faço.
Ultimamente vivo no piloto automático.
Nenhum sol pra me lembrar que ha esperança.
São só dias entre quatro paredes e um ar condicionado.
São só dias entre a cama e o travesseiro e na janela um céu nublado.
São só dias.
Não tenho vontade de ler.
Não sinto o que escrever.
As lágrimas ja não me causam raiva por borrarem minha maquiagem.
Ja me acostumei a aceitar os fatos.
E lembrei do que é viver alienada.
E descobri que ser forte não é não se deixar abalar.
Ser forte é levar até a ultima gota o que se acredita.
Talvez eu ja não acredite em mais nada.
Ou então, não haja mais nada no que acreditar.
São esses dias, que se passam num limbo.
Num calor abafado, uma falta do que fazer.
Secando as lágrimas do meu Natal
tentando fazer o que quero do meu Ano Novo.
São nesses dias, que as vezes amo um pouco o ser humano.
Que não sabe o que faz a si mesmo,
que não se ama nem se deixa amar.
Que mata a si mesmo aos poucos por amor, sem saber do que se trata.
São esses dias que espero lembrar.