Domingo me deixou sem palavras, o que, em geral, não é de meu feitio.
Depois, tentando entender certas coisas, encontrei muitas palavras, mas todas ainda pareciam erradas.
Então, hoje, numa aula superinteressante de constitucional mais especificamente poder legislativo, elas vieram, feitas, explícitas e simples, as palavras que tanto procurei:
Eu tenho uma mágoa guardada bem no fundo.
Um vazio que nem a saudade preenche.
Sinto um nó na garganta e um aperto no peito eternos.
Eu choro no silencio de meus pensamentos todos os dias.
Me faço forte para não demonstrar a vontade de desabar toda vez que me levanto.
Já não consigo sentir, ja não sei amar.
Aprendi a perder muito cedo.
Não me ensinaram a começar de novo.
Nunca tentei, sempre esqueci.