Senti um vento no rosto, uma claridade maior que o normal, não queria abrir os olhos, escutei a voz da minha mãe ao fundo, conversando com alguém da minha varanda. Virei para o outro laado da cama e esperei o sono voltar, escutei a porta do meu quarto fechando, resignada abri os olhos.
- Mãe.
- Vamos fazer massagem cardíaca filha?
Os "métodos maternais de acordar um filho" da minha mãe são péssimos, ela veio empurrar meus pulmões com as duas mãos, dei uma espanada nela com a mão e ela foi embora.
Cinco segundos depois eu escuto um "plim" o som que o DVD conectavo à TV faz quando abre o lugar de colocar o CD e logo em seguida uma musica alegre canada em italiano começa. Até que tentei, dez minutos deitada de olhos fechados, mas nem por nada nesse mundo meus ouvidos conseguiam se esquivar do que parecia ser o hino nacional da Itália.
Levantei, fui no banhieor lavar o rosto, desci o primeiro lance de esacadas, que leva à sala de TV, e lá estava minha mãe, banho tomado, cabelo molhado toda alegre no meio da sala reorganizando a disposição dos sofás.
- Eu queria dormir sabe. - Eu disse
- Ah, fica lendo até tarde de novo. - Ela respondeu alegre.
Fechei a cara e desci o outro lance de esacadas, que leva à sala de entrada, fui até a cozinha, nada para comer, pensei em lavar a louça, que pena, não tinha detergente, subi as escadas de novo, entrei no meu quarto, olhei pela varanda:
O céu azul amanhecido sem nenhuma nuvem, um sol gostosinho, um dia promissor.
Liguei o monitor do computador, comecei a escrever.