Eu namorei um rapaz chamado Daniel, o cara mais inteligente que ja conheci, a inteligencia mais disperdiçada que presenciei, enfim.
Naquela época, descobri com ele que palavras eram um grande problema, e eu ja gostava de escrever ha um certo tempo, pois bem, tudo o que eu via vinho, ele via água, então tudo o que eu dizia ele interpretava exatamente da meneira contrária, o que não deixava de ser bom, é instigante explicar suas idéias a alguém, mas cansa, enfim, eis que em certa altura do relacionamento ele ou eu, ou nós dois, a memória me falha, chegamos a este assunto, verbalização é um problema, veja, enquanto aquele pensamento esta na sua cabeça, só vc sabe dele, mas depois que vc o transforma em fala, as coisas se complicam, principlamente se pararmos para pensar que a arte da dialética é démodé, então se o pessoal mal consegue dizer o que pensa, quem dirá escutar o que os outros falam.
Que seja, palavras jogadas as vento tem o tom que o ouvido que a captar a der.